Conteúdo editorial apoiado por

BBAS3 chega pressionada à abertura após lucro do Banco do Brasil cair 53%

Balanço saiu na noite de quarta-feira (13); antes da reação do mercado, análise técnica já mostra ação fragilizada após perda de suportes

•

Ativos mencionados na matéria

Publicidade

As ações do Banco do Brasil (BBAS3) chegam pressionadas ao pregão desta quinta-feira (14), após a divulgação do balanço do primeiro trimestre de 2026 na noite anterior. O banco reportou lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões, queda de 53,5% na comparação anual, em resultado afetado principalmente pelo aumento da inadimplência e pela deterioração da carteira de agronegócios.

A reação do mercado ao balanço ainda será medida na abertura desta sessão. No fechamento da véspera, antes da divulgação dos números, BBAS3 encerrou o pregão em queda de 2,63%, aos R$ 20,89, ampliando um movimento corretivo que já vinha ganhando força no gráfico.

Do ponto de vista técnico, o papel chega ao novo pregão fragilizado. A ação rompeu regiões importantes de suporte, perdeu a linha de tendência de alta que sustentava o fluxo comprador desde 2025 e passou a negociar abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos — configuração que reforça a cautela no curto prazo, enquanto investidores aguardam a primeira reação do ativo ao resultado.

Continua depois da publicidade

Análise técnica Banco do Brasil (BBAS3)

No gráfico diário, observo que o Banco do Brasil intensificou o movimento de baixa nas últimas sessões após romper a linha de tendência de alta que sustentava o fluxo comprador. Desde então, o ativo passou a negociar dentro de um canal descendente e abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, sinalizando fortalecimento da pressão vendedora no curto prazo.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

O fechamento em R$ 20,89, com recuo de 2,63%, reforça o enfraquecimento técnico do papel e amplia a deterioração observada após a perda de suportes importantes.

Na minha leitura, o ativo ainda mostra potencial para continuidade das baixas. O principal ponto de atenção segue nas regiões de suporte em R$ 20,72 e R$ 19,75. Caso essas faixas sejam rompidas, o fluxo vendedor pode ganhar ainda mais intensidade, abrindo espaço para movimentos em direção a R$ 18,76, R$ 17,87, R$ 17,11 e posteriormente na região de R$ 16,48.

Continua depois da publicidade

Por outro lado, para que BBAS3 volte a ganhar tração compradora, será necessário recuperar inicialmente a região das médias móveis e superar as resistências em R$ 21,70, R$ 22,32 e R$ 22,80. Acima dessas regiões, o ativo pode buscar níveis mais altos em R$ 24,14, R$ 25,49 e novamente a faixa de R$ 27,75.

O IFR (14) em 28,85 pontos ecnontra-se em região de sobrevenda, indicando que o papel está esticado no curto prazo.

“Ainda assim, apesar da possibilidade de repiques técnicos diante do afastamento das médias móveis, o gráfico ainda não apresenta sinais consistentes de reversão. Por enquanto, sigo interpretando o fluxo predominante como vendedor.”

Confira nossas análises:

Continua depois da publicidade

Análise de médio prazo

No gráfico semanal, a leitura também segue mais pressionada. O Banco do Brasil perdeu força após a forte tendência de alta iniciada em 2025 e passou a desenvolver um movimento corretivo mais intenso depois de encontrar resistência na região de R$ 27,75.

O ativo acumula quatro semanas consecutivas de baixa e, até o momento, caminha para encerrar a quinta semana seguida no negativo, reforçando a deterioração do fluxo comprador no curto e médio prazo.

Além disso, BBAS3 passou a negociar abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, configuração que reforça o enfraquecimento técnico e mantém o mercado atento às próximas regiões de suporte.

Continua depois da publicidade

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Na minha leitura, os pontos mais importantes continuam sendo as faixas de R$ 20,72 e R$ 19,75. Caso o ativo perca essas regiões, o movimento corretivo pode ganhar força e abrir espaço para testes em R$ 17,87, R$ 17,11, R$ 15,12 e até na região de R$ 13,00.

Por outro lado, para que o papel volte a recuperar tração compradora, será necessário superar inicialmente a região das médias móveis e romper as resistências em R$ 21,59 e R$ 23,45. Acima dessa faixa, o ativo pode voltar a mirar R$ 25,49, a resistência em R$ 27,75 e posteriormente a máxima histórica em R$ 29,17.

O IFR (14) em 40,50 pontos permanece em zona neutra, indicando que, apesar da pressão negativa recente, o ativo ainda não entrou em condição extrema de sobrevenda no gráfico semanal.

“Em resumo, sigo com uma leitura mais cautelosa para BBAS3 no curto e médio prazo. O ativo permanece tecnicamente fragilizado, e apenas a recuperação das médias móveis e de resistências importantes poderá aliviar o cenário corretivo observado atualmente.”

(Rodrigo Paz é analista técnico)

Guias de análise técnica:

Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice. 

Autor avatar
Rodrigo Paz
Mercados | Economia | Investimentos