Publicidade
Após os resultados do segundo trimestre de 2024 (2T24), o Itaú BBA reiterou recomendação neutra para ação do Banco do Brasil (BBAS3) e preço-alvo de R$ 31 (potencial de valorização de 14%), ao incorporar as estimativas atualizadas.
Apesar de ainda ser uma tese de retorno sobre patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) de aproximadamente 20% em 2024 e 2025, o BBA destaca que os lucros de curto prazo provavelmente permanecerão estáveis devido a uma margem financeira (NII) mais fraca e maiores provisões para crédito.
Segundo os analistas do BBA, a margem do BB enfrenta desafios de mix de crédito, dado o maior crescimento em Agronegócio e corporativo, impactos adversos do aumento da carteira renegociada e comparações difíceis com o forte primeiro semestre de 2024 da Patagonia.

Calculadora de Juros Compostos
Simule o rendimento dos seus investimentos.
Os NIMs (margens de lucro líquidas) dos clientes estão caindo, pois os rendimentos mais baixos dos ativos encontram apenas custos de financiamento estáveis. “Portanto, a revisão para cima de R$ 2,5 bilhões no guidance de NII para o exercício de 2024 parece ter sido mais impulsionada pelo desempenho do primeiro semestre e por uma perspectiva mais alta para a Selic, e menos pela dinâmica do crédito”, explica o BBA.
Além disso, segundo o banco, as pressões de custo de crédito devem persistir por mais algum tempo na carteira corporativa, conforme a revisão para cima da orientação de R$ 4 bilhões.
Nesse contexto, os analistas do Itaú BBA comentam que o BB é o único grande banco com uma carteira renegociada em crescimento neste ponto do ciclo, criando um obstáculo de NPL (inadimplência). Sem revisões para despesas gerais e administrativas (SG&A) e receita de tarifas, a faixa de orientação de lucro inalterada parece ter menos assimetria positiva.
Continua depois da publicidade
O BBA prevê lucros de R$ 38,2 bilhões e 39,4 bilhões para 2024 e 2025, crescimento de 8% e 3%, respectivamente.
Apesar de negociar a avaliações descontadas de 0,7 vez o múltiplo de Preço/Valor Patrimonial e 4 vezes Preço/Lucro para 2025 e cerca de 10% de dividend yield (dividendo sobre o valor da ação), os analistas vislumbram um momento de lucro fraco impedindo a reavaliação das ações.
O JPMorgan, por sua vez, elevou a estimativa de lucro recorrente em 1,5% para R$ 37,563 bilhões em 2024, implicando um crescimento anual de aproximadamente 6% e um retorno sobre patrimônio líquido (ROE) de 21,8%.
Continua depois da publicidade
Para 2025, a previsão de lucro recorrente foi elevada em 2% para R$ 39,312 bilhões, implicando em um crescimento anual de 5% e um ROE de 20,4%. No entanto, as expectativas do JPMorgan estão 2% abaixo do consenso da Bloomberg para 2024 e 1% abaixo para 2025.
Embora o JPMorgan defenda que o ROE do Banco do Brasil atingiu seu pico e deve gradualmente diminuir, ainda considera a avaliação muito atraente.
Com isso, o banco americano traçou um novo preço-alvo de R$ 33 por ação para o final de 2025 (ou upside de 22%), em comparação com o preço-alvo anterior de R$ 32 por ação para o final de 2024, e manteve a recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para os ativos.