Publicidade
O volume negociado hoje na Bovespa envolvendo as 24 empresas brasileiras que possuem ADRs somou R$ 148 milhões. Em contrapartida, os ADRs destas mesmas empresas negociaram em Nova York o equivalente a R$ 146,3 milhões, com destaque para a Telemar, que negociou R$ 41,83 milhões na bolsa paulista, frente R$ 24,38 negociados no exterior. O volume de negócios semelhante nos dois países se deve principalmente ao fraco volume negociado hoje nas bolsas brasileira e norte-americana.
As ações da Copene negociaram 19,22 vezes mais na Bovespa do que seus ADRs no exterior. Em São Paulo, as ações da companhia giraram R$ 608 mil, enquanto os ADRs em Nova York somaram R$ 31,7 mil. Também negociaram mais no Brasil as ações da Telesp, com volume 15,2 vezes maior na bolsa brasileira em relação à norte-americana. Na Bovespa os papéis da companhia registraram R$ 1,36 milhões de volume, enquanto em Nova York o volume foi de apenas R$ 89 mil.
Por outro lado, os ADRs do Grupo Pão de Açúcar negociaram hoje na Bolsa de Nova York um volume bem superior ao registrado na Bovespa. Enquanto na bolsa paulista as ações da varejista giraram R$ 1,35 mil, os recibos da empresa negociados na NYSE totalizaram o equivalente a R$ 5,85 milhões. No mesmo sentido estão os ADRs da Embraer, que negociaram 4,38 vezes mais nos EUA do que no Brasil.
Os ADRs, abreviação para American Depositary Receipt, são recibos negociados no mercado norte-americano de empresas não provenientes daquele país. Empresas lançam esses recibos com o intuito de expandir sua base de investidores, aumentando a liquidez das ações. Para isso, elas determinam um custodiante do país onde os ADRs serão emitidos (no caso Estados Unidos), o qual se encarregará de colocar os recibos correspondentes às ações daquela empresa no mercado. Os ADRs podem ser negociados no mercado de balcão ou listados na Bolsa de Nova York, o que aumenta consideravelmente sua liquidez.