Ações da Raízen (RAIZ4) disparam 20% e voltam a fechar acima de R$ 1 após três meses

Papel não atingia esse patamar desde 06 de outubro de 2025

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As ações da Raízen (RAIZ4), controlada da Cosan (CSAN3), operam com forte valorização nesta quarta-feira (28) e voltaram a ultrapassar o patamar de R$ 1 após mais de três abaixo desse nível. O papel não atingia essa cifra desde 06 de outubro de 2025.

Os papéis da empresa fecharam com ganhos de 20%, a R$ 1,08.

O movimento é beneficiado tanto pela queda dos juros futuros, tendo em vista o alto endividamento da companhia, quanto por notícias sobre a estruturação de um possível aumento de capital entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão.

Com um modelo intensivo em capital, a companhia ampliou o endividamento em meio à compressão das margens no setor de combustíveis, enquanto o ciclo de juros elevados encareceu ainda mais o crédito, levando a dívida líquida da Raízen era de R$ 53,437 bilhões, com alavancagem financeira medida por dívida líquida/ Ebitda de 5,1 vezes.

Além disso, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou a Bioenergia Barra, controlada indiretamente pela Raízen, a vender a Bio Polares, companhia que detém uma central de minigeração de eletricidade movida a biogás oriundo do Aterro Sanitário Dois Arcos, localizado em São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro, segundo informações do Broadcast do Estadão.

A compradora é a GNR Dois Arcos Valorização de Biogás, também conhecida pela sigla GDA, que atua na produção de biometano a partir do biogás gerado no mesmo aterro para comercialização posterior. O valor do negócio, cujo aval foi publicado nesta quarta-feira, 28, no Diário Oficial da União, não foi informado.

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Felipe Moreira
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