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As ações da CSN negociaram 15,38 vezes mais na Bovespa do que seus ADRs no exterior. Em São Paulo, as ações da siderúrgica giraram R$ 29,48 milhões, enquanto os ADRs em Nova York somaram R$ 1,91 milhões. Também negociaram mais no Brasil as ações da Gerdau, com volume 5,59 vezes maior na bolsa brasileira em relação à norte-americana. Na Bovespa, os papéis da companhia registraram R$ 2,73 milhões de volume, enquanto em Nova York o volume foi de apenas R$ 480 mil.
Por outro lado, os ADRs da Ambev negociaram hoje na Bolsa de Nova York (NYSE) o equivalente a 4,1 vezes o seu volume registrado na Bovespa. Enquanto na bolsa paulista as ações da empresa de bebidas giraram R$ 2,68 milhões, os recibos da empresa negociados na NYSE totalizaram o equivalente a R$ 11,03 milhões. No mesmo sentido estão os ADRs do Grupo Pão de Açúcar que negociaram 3,60 vezes mais nos EUA do que no Brasil.
O volume negociado hoje na Bovespa envolvendo as 24 empresas brasileiras que possuem ADRs somou R$ 179,6 milhões; em contrapartida, as ADRs destas mesmas empresa negociaram em Nova York o equivalente a R$ 280,9 milhões.
Os ADRs, abreviação para American Depositary Receipt, são recibos negociados no mercado norte-americano de empresas não provenientes daquele país. Empresas lançam esses recibos com o intuito de expandir sua base de investidores, aumentando a liquidez das ações. Para isso, elas determinam um custodiante do país onde os ADRs serão emitidos (no caso Estados Unidos), o qual se encarregará de colocar os recibos correspondentes às ações daquela empresa no mercado. Os ADRs podem ser negociados no mercado de balcão ou listados na Bolsa de Nova York, o que aumenta consideravelmente sua liquidez.