Ação do Cruzeiro do Sul deixa de ser negociada e investidor tem prejuízo

Segundo o departamento de RI, as ações não voltarão mais ao mercado; acionista será o último na fila a receber o dinheiro

Nara Faria

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SÃO PAULO – O Banco Cruzeiro do Sul (CZRS4) comunicou nesta sexta-feira (14) a suspensão dos negócios com as ações de emissão da empresa. O anúncio veio minutos antes de o Banco Central do Brasil decretar a liquidação extrajudicial do banco e do banco Prosper, que é instituição financeira que detém aproximadamente 0,01% dos ativos do sistema bancário e 0,01% dos depósitos.

A suspensão já decorreu dos rumores de que o BC decretaria a liquidação e, de acordo com o departamento de relações com investidores da companhia, a confirmação da liquidação torna as ações suspensas definivamente. “As ações não voltam mais ao mercado após o decreto do Banco Central”, afirma uma fonte do departamento de relações com investidores que não quis se identificar.

Questionado sobre o que acontecerá com os acionistas, ele afirmou que “eles perdem o dinheiro”. Segundo a fonte, os acionistas entram “na fila” para recuperar esse seu dinheiro. “Caso no final do processo haja sobras, os acionistas são os últimos a receber. No momento está tudo muito novo e tudo isso vai ser comunicado ao mercado em tempo hábil”, completa a fonte.

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Negociações
As ações do  banco tiveram forte alta na véspera após rumores sobre o interesse do Santander Brasil (SANB11) no banco. Segundo o jornal Valor Econômico, as negociações com o Santander se estenderam até a madrugada desta sexta-feira, mas não avançaram diante da cobrança pelo banco espanhol de garantias que impediram um acordo para a venda da instituição.

O plano de recuperação do banco Cruzeiro do Sul, que tinha patrimônio negativo em R$ 2,237 bilhões até a intervenção ocorrida em 4 de junho, previa, além da reestruturação da dívida, a venda da instituição.

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