Publicidade
A pobreza atingiu 27% dos indivÃduos na cidade de Buenos Aires e a indigência alcançou 10,2% da população da capital argentina no segundo trimestre de 2023, segundo dados divulgados pela Centro de EstatÃsticas de Buenos Aires (DGEyC, na sigla em espanhol). Os números antecipam estatÃsticas nacionais que o Indec divulgará na quinta-feira (28) e não incluem o impacto da desvalorização cambial praticada em agosto.
Pelo dados, houve um aumento de 57 mil domicÃlios e 103 mil pessoas vivendo na pobreza no espaço de um ano.
âAs condições de vida das famÃlias da cidade se deterioram de forma generalizada, afetando o acesso à s cestas básicas e reduzindo o peso dos setores da classe média e dos ricos. A pobreza e, em particular, a indigência atingem as maiores incidências na série iniciada em 2015. Só são superados pela pandemia â, disse José MarÃa Donati, diretor geral do departamento.
Continua depois da publicidade
Segundo ele, nos agregados familiares em situação de pobreza, mais de um terço não têm rendimento suficiente para pagar uma cesta básica de alimentos (35,4%, em comparação com 29% em 2022).
O jornal Ãmbito Financiero comenta que o emprego em Bueno Aires tem atingido recordes, mas a expansão da renda não tem sido suficiente para manter as condições de vida da população nos nÃveis do ano anterior. Ou seja, os aumentos dos rendimentos do trabalho e dos rendimentos não laborais permanecem bastante abaixo do aumento dos preços no perÃodo.
Na semana passada, o Indec divulgou que a inflação na Argentina foi de 12,4% em agosto, atingindo 124,4% em termos anuais 11 pontos percentuais mais que os 113,4% registrados em julho.