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As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmam ter atingido vários alvos militares no Líbano, neste sábado (14). Em um comunicado, os militares israelenses sustentam que as estruturas atingidas pertencem ao grupo libanês Hezbollah, que reivindicou a responsabilidade por alguns dos ataques que Israel sofreu desde essa sexta-feira (13).
“Aeronaves, artilharia e tanques das FDI atingiram vários alvos militares da organização terrorista Hezbollah, no Líbano, em resposta aos morteiros lançados contra o território israelense hoje cedo”, informaram os militares, referindo-se ao ataque militar que a organização libanesa deflagrou, esta manhã, contra postos israelenses perto da tríplice fronteira entre Líbano, Israel e Síria, em áreas disputados pelos dois primeiros países.
Em comunicados que divulgou em seu canal de televisão, o Al-Manar, o Hezbollah afirma ter bombardeado “posições do exército” israelense com mísseis teleguiados e granadas. Ainda de acordo com o grupo libanês, parte do posto de vigilância de Burkat Al-Naqqar, um dos alvos atingidos, “foi destruída”.
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Os ataques do Hezbollah ocorrem oito dias após o governo de Israel ter declarado guerra contra o Hamas, grupo islâmico de resistência ao avanço israelense sobre o território palestino e que controla a Faixa de Gaza. No último sábado (70, o Hamas deflagrou o mais ousado ataque contra o território israelense em décadas, atingindo civis e militares indistintamente, por terra e pelo ar.
A ofensiva do Hamas provocou uma severa reação militar de Israel, que passou a bombardear ininterruptamente a Faixa de Gaza – um estreito pedaço de terra de 41quilômetros de comprimento por 10 quilômetros de largura, banhada pelo Mar Mediterrâneo, onde vivem cerca de 2,2 milhões de palestinos.
Centenas de milhares de pessoas foram desalojadas apenas nas últimas horas, informa o Estadão, citando agência da ONU, que ajudou os palestinos na tarde de sábado (14), ao advertir que o acesso ao abastecimento de água em Gaza era agora “uma questão de vida ou morte”.
O ministro da defesa de Israel impôs um “cerco completo” a Gaza em resposta ao ataque terrorista do Hamas, que matou mais de 1,3 mil pessoas. Ele disse que isso impediria a entrada de eletricidade, alimentos, água e combustível no território, que já está sob um bloqueio de 16 anos imposto por Israel e apoiado pelo Egito.
Em nota, as Forças de Defesa de Israel afirmam estar preparadas para implementar “uma ampla gama de planos ofensivos operacionais” em Gaza. Segundo as FDI, “as próximas fases da guerra, com ênfase em operações terrestres significativas […] podem incluir ataques combinados e coordenados por via aérea, marítima e terrestre”.
(Com informações da Agência Brasil e do Estadão)