IGP-DI tem queda de 0,18% em novembro, diz FGV, no quinto mês seguido com deflação

Com o resultado de novembro, o IGP-DI acumula taxas de inflação de 4,71% acumulado do ano e de 6,02% em 12 meses.

Roberto de Lira

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O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), registrou deflação de 0,18% em novembro. Foi o quinto mês seguido com deflação: o indicador vinha de quedas de 0,38% em julho, 0,55% em agosto, de 1,22% em setembro e de 0,62% em outubro.

O indicador de novembro veio quase em linha com as projeções de mercado: o consenso Refinitiv apontava para queda de 0,19% na comparação mensal.

Com o resultado de novembro, o IGP-DI acumula taxas de inflação de 4,71% no ano e de 6,02% em 12 meses.

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Em novembro de 2021, o índice havia caído 0,58% e acumulava elevação de 17,16% em 12 meses.

IPA

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,43% em novembro, bem menos que a variação negativa de 1,04% do mês anterior. Para André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV, a queda menos intensa no preço do minério de ferro (de -5,01% para -1,17%) e aumento do preço da soja (de -0,51% para 1,29%) justificam a aceleração registrada pelo índice ao produtor.

Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou de 0,25% em outubro para 0,38% em novembro. O principal responsável este avanço foram os alimentos processados, cuja taxa passou de -0,23% para 0,37%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 0,28% em novembro, contra 0,08% em outubro.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de -0,53% em outubro para -0,48% em novembro. O principal responsável por este avanço foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de -1,56% para 0,20%.

índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, caiu 0,63% em novembro, ante queda de 0,30% no mês anterior.

O estágio das Matérias-Primas Brutas suavizou a queda em sua taxa de variação, que passou de -2,79% em outubro para -1,15% em novembro. Contribuíram para este movimento os seguintes itens: minério de ferro (-5,01% para -1,17%), soja em grão (-0,51% para 1,29%) e algodão em caroço (-12,25% para -1,62%). Em sentido oposto, vale citar, café em grão (-10,37% para -16,66%), mandioca/aipim (7,71% para 4,82%) e milho em grão (0,13% para -0,89%).

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IPC

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,57% em novembro, após subir 0,69% em outubro.

O núcleo do IPC registrou taxa de 0,27% em novembro, ante 0,30% no mês anterior. Dos 85 itens componentes do IPC, 37 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 12 apresentaram taxas abaixo de -0,30%, linha de corte inferior, e 25 registraram variações acima de 0,68%, linha de corte superior.

Duas das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação: Educação, Leitura e Recreação (3,07% para -0,74%) e Habitação (0,58% para 0,43%).

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Nestas classes de despesa, os destaques foram os itens passagem aérea (+14,06% para -3,65%) e taxa de água e esgoto residencial (3,35% para 0,76%).

Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Transportes (-0,19% para 0,92%), Alimentação (0,74% para 1,06%), Comunicação (-0,73% para -0,35%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,85% para 0,89%), Vestuário (0,73% para 0,76%) e Despesas Diversas (0,19% para 0,20%).

Difusão

O índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 67,42%, 4,84 pontos percentuais acima do registrado em outubro, quando o índice foi de 62,58%.

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INCC

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,36% em novembro, ante 0,12% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de outubro para novembro: Materiais e Equipamentos (-0,09% para 0,15%), Serviços (0,36% para 0,10%) e Mão de Obra (0,27% para 0,59%).