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SÃO PAULO – Visto que o mobile payment já é uma realidade no Brasil, a segurança do usuário no momento de efetuar uma compra ou pagamento pelo celular, entretanto, depende de alguns cuidados essenciais.
O M-Payment tem sido o assunto mais discutido na agenda estratégica de bancos e das instituições financeiras que atuam no mercado de pagamentos eletrônicos. De acordo com Leonardo Rochadel, CEO da Wiaxis, especializada no desenvolvimento de soluções para serviços móbile, os serviços móveis respondem pela gestão da distribuição, do uso, da tarifação e, sobretudo, da segurança de serviços financeiros baseados em aparelhos celulares e smartphones.
“Muitas empresas estão investindo no desenvolvimento de aplicativos de m-banking e m-payment para esse segmento. Entretanto, é mais sensato por parte das instituições financeiras contratar apenas um fornecedor que atenda a todos os dispositivos, simplificando os processos e barateando os custos”, afirma Rochadel.
M-payment
De acordo com o vice-presidente sênior da CPM Braxis, Maurício Minas, atualmente as transações via aparelhos celulares equivalem a 5% do número de transações realizadas por meio da internet.
No geral, os consumidores das classes A e B, com idade entre 30 e 50 anos, são os que mais utilizam este canal para transações bancárias e financeiras. Já as transações de menor valor monetário (até R$ 20,00), que caracterizam o m-payment, têm como público principal as camadas mais humildes da população.
Apesar do crescimento verificado nesta forma de pagamento, os pagamentos via celular dificilmente substituirão os cartões de débito e crédito. A afirmação é do presidente da M-Cash (plataforma de pagamento por celular), Gastão Matos. “O mobile payment está ganhando mercado, mas está sendo usado em tipos específicos de transações, diferente do que se imaginava três anos atrás, quando se falava que ele substituiria o cartão de crédito”.
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Ao contrário do que era previsto, o presidente da M-Cash conta que o mobile payment não está substituindo os cartões de crédito e débito, e sim está penetrando em segmentos onde o uso do cartão não deu muito certo, como no caso do táxi. “Pagar táxi com cartão sempre foi muito complicado em razão da mobilidade. Com o celular é muito mais simples e prático”.
Como se proteger
É importante ficar atento aos meios mais seguros para pagar suas contas como, por exemplo, aqueles que usam criptografia. Além disso, é bom evitar pagamentos por meio de troca de mensagens de texto SMS ou atendimento de central telefônica, os quais não protegem os dados e a senha.
O mobile payment se realiza hoje no Brasil pelo registro do aparelho, pela autenticação do celular e do usuário, mediante uso de senhas no momento da compra, e por sistemas de confirmação e do envio de dados criptografados.