Ibope: classes D e E são as menos satisfeitas com custo do transporte em São Paulo

Insatisfação total com o custo da locomoção chega a 20% das classes de menor renda; zona Sul é a região com mais insatisteitos

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SÃO PAULO – Na última segunda-feira (22), Dia Mundial sem Carro, o Ibope apresentou resultados de uma pesquisa sobre a mobilidade urbana e a qualidade de vida em São Paulo. Os dados apontam que vem das classes D e E a maior parcela de habitantes da cidade que estão totalmente insatisfeitos quanto ao valor que gastam para se locomoverem.

A pesquisa foi realizada com 805 pessoas na capital paulista com mais de 16 anos, moradores das cinco regiões (Norte, Sul, Leste, Oeste e Centro). As questões envolveram temas relativos à população, do ponto de vista da qualidade de locomoção na cidade.

Por faixa de renda

De acordo com a pesquisa, as classes sociais menos satisfeitas quanto ao valor que gastam para se deslocar na cidade são D e E, das quais 20% da população declarou estar totalmente insatisfeita. As classes A e B vêm em seguida, com 17%, e a classe C, 15%.

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A classe C possui o maior índice de satisfação: 4% dos entrevistados dessa classe disseram estar totalmente satisfeitos com os gastos com transporte, contra 2% nas classes A, B, D e E.

Nas classes D e E, 21% dos entrevistados declarou que a situação dos gastos com transporte está muito ruim, contra 19% nas classes A e B, e 18% na classe C. A nota média atribuída pelas classes para com relação à sua satisfação com o valor gasto foi 4,4.

Resultados regionais

A zona Sul do município é a que apresenta o maior índice de insatisfação quanto ao custo do transporte, pois 24% dos habitantes da região declararam estar totalmente insatisfeitos. As zonas Norte, Leste, Oeste e o Centro apresentaram percentuais de 14%, 11%, 19% e 14%, respectivamente, da população declarando estar completamente insatisfeita.

Quando a nota é referente à situação atual dos valores pagos para se locomover, a zona Sul também mostra maior reprovação, com 31% das respostas considerando “muito ruim”. Apenas 3% da população no conjunto de todas as regiões julga a situação como “muito boa”, e 19%, “muito ruim”.

Automóvel

Das 805 pessoas entrevistadas, 308 declararam possuir em seu domicílio um automóvel para uso particular, contra 497 que não possuem. Em uma escala de 1 a 10 para sua satisfação quanto aos gastos com locomoção, 20% dos que possuem automóvel e a mesma quantidade dos que não possuem atribuíram nota 5. Dos que possuem carro, 16% estão totalmente insatisfeitos, contra 17% dos que não possuem.

A insatisfação relacionada aos gastos é maior tanto para os que usam automóvel todos os dias, ou na maior parte deles, bem como para os que não utilizam em nenhum dia. Ambas as categorias contaram com 17% de respostas com o maior grau de reprovação.