Publicidade
SÃO PAULO – A falta de visibilidade de um motorista sobre o que acontece fora do carro aumenta o risco de acidentes, que podem ocorrer devido ao fato de o condutor não ter visto uma moto ou um carro que passava no momento em que resolveu mudar de faixa, por exemplo.
Segundo o analista técnico do Cesvi Brasil, Felício Félix, como toda situação de trânsito é uma situação de interação, uma pessoa pode ficar mais vulnerável a ação de outro motorista que possa não ver, devido ao ponto cego.
O analista lembra que todos os espelhos retrovisores contemplam um ponto cego e nenhum deles têm alcance total da área traseira. “Nenhum retrovisor dá visão da área traseira depois do pára-choque traseiro. Isso não é pelo carro ser pior, todo veículo tem pontos cegos”, afirma.
Continua depois da publicidade
Para diminuir essa área sem visibilidade e evitar acidentes, Félix ressalta que o ajuste dos espelhos retrovisores, tanto o interno como os externos, são essenciais para saber o que acontece do lado de fora do veículo. “Sempre que você está trafegando, você precisa ter percepção periférica do veículo”, diz.
Ajuste correto
Antes de ajustar os espelhos, é preciso que o motorista ajuste também o banco, de forma que o pé direito consiga acionar o pedal da embreagem e o pulso alcance a parte superior do volante, sem ficar totalmente esticado ou muito flexionado. Após isso, é que o enquadramento dos espelhos deve ser feito.
No caso do retrovisor interno, a melhor forma é fazer com que todo o vidro traseiro fique visível no espelho. O motorista também deve evitar colocar objetos no porta pacotes. A melhor opção é guardá-los no porta-malas ou nos assentos dos bancos. Também não é aconselhável colar adesivos nos vidros traseiros ou colocar “penduricalhos” no retrovisor interno, pois diminuem a visibilidade e podem provocar a distração do condutor.
Já para os espelhos externos, a dica é dedicar apenas 10% da área para ver a área lateral do veículo e o restante para a parte externa. “Diante da dificuldade de separar 10%, sugerimos que, ao abrir o retrovisor (afastá-lo do carro), o motorista encerre a modificação, quando não for mais possível visualizar a carroceria do carro”, afirma Félix. De acordo com o analista, muitas pessoas dedicam 50% da área do espelho para visualizar a lataria do carro, o que é desnecessário.
O proprietário também deve estar atento à instalação de aerofólio, que deve ser o mais baixo possível para interferir pouco na visibilidade, e à instalação de películas, que fora das especificações da lei também podem comprometer a visão do motorista.