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SÃO PAULO – A Caixa Econômica Federal (CEF) possibilitará, a partir desta semana, o financiamento de imóveis novos, usados ou na planta, com juros pré-fixados a partir de 11,9% ao ano e sem cobrança da Taxa Referencial (TR).
Além deste benefício ao mutuário, para tornar as taxas mais competitivas e ampliar a participação no mercado, a CEF reduz, a partir desta segunda-feira (16), os juros das principais linhas de crédito comercial para pessoas física e jurídica.
Financiamentos imobiliários
De acordo com a forma de pagamento adotada pelo mutuário (débito em conta, desconto em folha e outros) e o valor do imóvel, a linha de financiamento sem TR tem prestações mensais com juros pré-fixados que variam de 11,9% a 14,5% ao ano. Veja as taxas pré-fixadas na tabela abaixo, com prazo de financiamento de 180 meses e quota de 80%.
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| Condições | Débito em conta ou consignação | Pagamento mediante carnê |
| Imóvel até R$ 130 mil | 11,9% | 12,9% |
| Imóvel entre R$ 130 mil e R$ 350 mil | 13,5% | 14,5% |
| Imóvel acima de R$ 350 mil | 14% | 14,5% |
As linhas de empréstimo do SBPE (recursos da poupança), que têm aplicação de TR, também terão as taxas de juros reduzidas. A taxa mínima, antes de 10% para imóveis avaliados em até R$ 130 mil, passará para 9%, e a taxa máxima, antes de 13%, será de 12,5%. Veja na tabela as taxas pós-fixadas, mais a TR, com prazo de financiamento de 180 meses e quota de 80%.
| Condições | Débito em conta ou consignação | Pagamento mediante carnê |
| Imóvel até R$ 130 mil | 9% | 10% |
| Imóvel entre R$ 130 mil e R$ 350 mil | 11,5% | 12% |
| Imóvel acima de R$ 350 mil | 12,5% | 13% |
Na ponta do lápis
Para se ter uma idéia, para financiar um imóvel de R$ 130 mil, por exemplo, de acordo com a nova modalidade da Caixa, o mutuário vai precisar da entrada (20%) de R$ 26 mil e despenderá, por mês, de parcelas fixas de R$ 1.201* por 180 meses (15 anos), descontadas na folha de pagamento ou em débito em conta.
Caso o mutuário opte pelo pagamento em carnê, as parcelas sobem para R$ 1.261.
A tabela abaixo mostra quanto custaria cada parcela do financiamento, em 180 vezes com quota de 80%, de acordo com a modalidade de taxa pré-fixada (sem TR):
| Condições | Débito em conta ou consignação | Pagamento mediante carnê |
| Imóvel até R$ 130 mil | R$ 1.201,00 | R$ 1.261,00 |
| Imóvel entre R$ 130 mil e R$ 350 mil | De R$ 1.297,00 a R$ 3.493,00 | De R$ 1.358,00 a R$ 3.657,00 |
| Imóvel acima de R$ 350 mil | A partir de R$ 3.575,00 | A partir de R$ 3.657,00 |
Crédito comercial
Os resultados da CEF neste ano possibilitaram a diminuição das taxas de crédito. Como exemplo, o crédito pessoal, que tinha juros mensais em 4,57%, agora conta com taxas de 4,46% e a antecipação do 13º diminuiu de 2,95% para 2,91% ao mês.
O crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) teve diminuição das taxas entre 1,34% e 2,45% para 1,30% e 2,41% ao mês. Já as taxas de juros do penhor caíram de 2,30% para 2,26% mensais.
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Nos casos de pessoas jurídicas, as linhas de desconto tiveram redução média de 0,6% ao ano. Os juros do desconto em duplicata caíram de 2,90% para 2,85% ao mês – mínima – e de 3,37% para 3,32% mensais – máxima.
Os descontos de cheques tiveram queda e variam entre 2,7% e 3,08% mensais. O GiroCaixa Fácil reduziu de 2,79% para 2,74% ao mês e os juros da antecipação de recebíveis caíram de 3,99% para 3,94% mensais.
Balanço da CEF
A CEF já emprestou mais de R$ 11 bilhões este ano para habitação e espera atingir os R$ 14 bilhões até o final de 2006. O volume aplicado de janeiro até o início de outubro é 104% superior ao de igual período de 2005, o que beneficiou 503 mil famílias, sendo 75% de baixa renda.
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Com os recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) foram R$ 6 bilhões em financiamentos de 305,8 mil unidades. Deste total, 86% eram para famílias de até cinco salários mínimos, faixa em que estão concentrados 92% do déficit habitacional de 7,2 milhões.
Quanto ao crédito comercial, até setembro foram desembolsados R$ 34,1 bilhões para pessoas físicas e jurídicas, desempenho 33% superior ao de igual período de 2005. A meta para o final de 2006 é de R$ 52 bilhões.
* Todas as simulações foram feitas de acordo com a Tabela Price de financiamento