Cardozo judicializa discussão do impeachment, põe STF no foco e traz novos argumentos à base

A luta do impeachment segue muito acesa na Câmara dos Deputados. Agora, o deputado relator Jovair Arantes (PTB-GO) tem mais cinco sessões do plenário da casa para apresentar seu relatório, que vai ser votado não sem conflito

Richard Back

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SÃO PAULO – A defesa do advogado-geral da União na comissão especial que analisa o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados procurou judicializar a discussão e ampliar o peso do Supremo Tribunal Federal sobre o processo. Do lado político, a apresentação oral de José Eduardo Cardozo também foi marcada pela argumentação de que a abertura do processo teria sido motivada por vingança do presidente da casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Outra sinalização clara dada pelo ministro veio no sentido de oferecer argumentos aos deputados que estão sofrendo pressão na sociedade e na mídia pela possibilidade de votarem contra o impeachment.

É importante monitorar, nos próximos dias, como os deputados irão reagir, e o STF, se comportar. O ministro Marco Aurélio Mello realmente abriu uma porta ao insinuar que o processo carecia de objeto, posição que foi aproveitada por Cardozo em sua defesa na segunda-feira. A luta do impeachment segue muito acesa na Câmara dos Deputados. Agora, o deputado relator Jovair Arantes (PTB-GO) tem mais cinco sessões do plenário da casa para apresentar seu relatório, que vai ser votado não sem conflito. Confira o vídeo com a análise completa sobre a defesa do AGU na comissão:

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Richard Back

É coordenador de macro sales e análise política da XP Investimentos. Acompanha o cenário brasileiro há uma década e especializou-se também em política internacional.