PR e PDT ainda são contra o impeachment. Ou: a opção que vai virar pó!

PR e PDT, ao se manterem fiéis ao governo do PT, apostam no tudo ou nada, assim como o investir em opções de compra de ativos: se não tiver impeachment, exercem a opção de compra e ganham mais “boquinhas” no governo; se o impeachment passar (cenário mais provável), estes partidos e seus deputados virarão pó!

Alan Ghani

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Dos partidos de maior expressão da famigerada base aliada (PT, PMDB, PP , PR, PSD, PDT, PCdoB e Pros), somente o PR e o PDT se mantêm oficialmente fiéis à Dilma, além do próprio PT, é claro. 

Embora oficialmente a favor do governo, o PR é o partido campeão de deputados que preferem não opinar sobre a questão. Claro, seus eleitores não têm o direito de saber o que pensam seus deputados, eleitos para representá-los. É evidente que a estratégia é se manter “neutro”, deixando aberto o poder de barganha com o governo até o último minuto. Se sentirem que o impeachment vai passar na Câmara, abandonam o governo e votam a favor. No entanto, a população percebe que o silêncio covarde é uma estratégia de puro fisiologismo e que a falta de posicionamento desses deputados só ajuda a apodrecer o Brasil.

Ao contrário do PSOL e do PCdoB, PR e PDT apoiam o governo mais por fisiologismo (“boquinha, grana”) do que afinidades ideológicas ao petismo.  Ao se manterem fiéis ao governo apostam no tudo ou nada, assim como o investir em opções de compra de ativos: se não tiver impeachment, exercem a opção de compra e ganham mais “boquinhas” no governo; se o impeachment passar (cenário mais provável), estes partidos e seus deputados virarão pó!

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Acompanhe aqui como cada deputado vai votar pelo impeachment. 

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Alan Ghani

É economista, mestre e doutor em Finanças pela FEA-USP, com especialização na UTSA (University of Texas at San Antonio). Trabalhou como economista na MCM Consultores e hoje atua como consultor em finanças e economia e também como professor de pós-graduação, MBAs e treinamentos in company.