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Lembram-se da famosa carta da analista do Santander que resultou em sua demissão? Meus vizinhos de blog do Terraço Econômico escreveram um ótimo texto para InfoMoney (leia aqui), mostrando a assertividade das previsões da analista passados um ano da famosa carta. Neste artigo, faço diferente: reescrevo o texto da analista do Santander, adaptando – o para o atual cenário da economia brasileira. É impressionante como praticamente a mesma redação de 2014 serviria para 2016. Confira abaixo o texto adaptado com as previsões de câmbio, juros e bolsa para 2018 e ,ao final, a carta na íntegra de 2014.
Carta da analista do Santander adaptada para 2016:
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A economia brasileira continua apresentando taxas negativas de variação do PIB, inflação alta e déficit em conta corrente. A quebra da confiança e o pessimismo crescente em relação ao Brasil podem derrubar ainda mais a popularidade da presidente, que vem sofrendo a com a possibilidade de impeachment. Quando essa possibilidade aumenta, o Ibovespa sobe. Difícil saber se a presidente Dilma permanecerá no cargo. Se a presidente se mantiver até 2018, um cenário ainda mais pessimista poderá surgir. O câmbio se desvalorizaria de 4R$/US$ para 5R$/US$, os juros longos romperiam a barreira dos 17% e o Ibovespa buscaria os 30.000 pontos. Esse cenário estaria mais de acordo com a deterioração de nossos fundamentos macroeconômicos.
Carta da analista do Santander em 2014 na íntegra :
A quebra da confiança e o pessimismo crescente em relação ao Brasil em derrubar ainda mais a popularidade da presidente, que vem caindo nas últimas pesquisas, e que tem contribuído para a subida do Ibovespa. Difícil saber até quando vai durar esse cenário e qual será o desdobramento de uma queda ainda maior de Dilma Rousseff nas pesquisas. Se a presidente se estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas, um cenário de reversão pode surgir. O câmbio voltaria a se desvalorizar, juros longos retomariam alta e o índice Bovespa cairia, revertendo parte das altas recentes. Esse último cenário estaria mais de acordo com a deterioração de nossos fundamentos macroeconômicos.
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