6 destinos europeus mais baratos que você pode conhecer para fugir do euro

A maioria dos países da região ainda usam moedas locais, o que faz com que os custos sejam bem menores
Praga, capital da República Tcheca, onde acontece o Encontro da Comunidade Política Europeia
Praga, capital da República Tcheca, onde acontece o Encontro da Comunidade Política Europeia

Publicidade

SÃO PAULO – Um dos roteiros de viagem mais tradicionais é o europeu, que passa pela Europa ocidental, passando por França, Inglaterra, Espanha, Portugal, etc. Não é, entretanto, uma viagem que sai barata, principalmente com a oscilação do dólar americano e o euro passando os R$ 4.

Levando isso em conta, o Leste Europeu é uma boa opção, já que foge da zona do euro e do dólar. A maioria dos países da região ainda usam moedas locais, o que faz com que os custos sejam bem menores. República Tcheca, Polônia, Hungria, Romênia e Bulgária ainda não aderiram ao euro – e embora a Eslováquia tenha entrado para a zona do euro recentemente, o país ainda é um lugar barato para ser visitado.

Além de saírem por um preço mais em conta, eles diferem dos países europeus ocidentais, como se fosse outro continente.

Continua depois da publicidade

Para conhecer um pouco mais sobre o Leste Europeu, o box comemorativo do guia O Viajante organiza informações sobre 50 países em três volumes, apresentando roteiros que conectam todos os países e mapas que auxiliam viajantes independentes.

Levando em conta os preços de quarto para duas pessoas em hotel básico e almoço em restaurante simples, confira mais informações sobre os países e o quanto se gasta, em média, em cada um.

República Tcheca
Por conta de sua moeda desvalorizada, o país acaba sendo um dos mais baratos para se visitar: uma coroa tcheca (Kc), segundo a cotação de hoje, equivale a US$ 0,04 ou 0,037 euros.

A capital do país, Praga, é um dos primeiros centros urbanos da Europa e uma cidade com boa infraestrutura para os turistas: o transporte público percorre boa parte da cidade e é fácil locomover-se apenas com ele. Apenas algumas das atrações são pagas, como o Castelo de Praga; outras tão famosas quanto, como atravessar a ponte Karluv Most e assistir ao espetáculo de mudança de hora do relógio astronômico Orloj, são gratuitas.

Fugindo dos centros urbanos, as cidades interioranas possuem tantas atrações quanto a capital: a região da Boêmia é referência na produção de cervejas tchecas, tal como Pilsen, cidade onde foi criada esse tipo de cerveja. Outras cidades, como Ceské Budejovice e Ceský Krumlov já trazem retratos de um país medieval.

Levando em conta os critérios mencionados, a média de gastos diários é de 76 euros –  R$ 311, segundo a cotação de hoje.

Continua depois da publicidade

Acomodação: 1.500 KC/55 euros
Almoço: 200Kc/8 euros
Transporte público – passe diário: 110Kc/4 euros
Principal atração – Castelo de Praga: 250Kc/9,23 euros.

Polônia
Muitas das cidades polonesas possuem grande peso histórico, como a capital Varsóvia e Gdansk, cidade onde se iniciou a Segunda Guerra Mundial, com a invasão alemã. Uma das principais atrações, também de cunho histórico, é o campo de concentração Auschwitz.

Tal como na República Tcheca, muitas atrações também são gratuitas: visitar as ruínas do Barbakan, muralha do século 16; o antigo gueto judaico, em Muranów; o parque Lazienki, onde se encontra o Palácio na Água; etc.

Continua depois da publicidade

A moeda do país é a Zloty (Zl), que também acaba fazendo do país um lugar muito mais barato do que os que compõem o tradicional roteiro europeu – com uma média de gastos de 72 euros por dia:

Acomodação: 250zl/58 euros
Almoço: 30zl/7 euros
Transporte público – passe diário: 15zl/3,50 euros
Principal atração – Museu do Levante de Varsóvia: 18zl/4,23 euros.

Eslováquia
Embora seja o local mais visitado, a capital do país, Bratislava, não apresenta grandes atrações quanto às cidades interioranas. O Parque Nacional Slovenský, localizado no meio de montanhas, é uma das belas paisagens do país. Um pouco mais ao norte, os montes do Parque Mala Fatra também são uma conhecidos e valem a visita, além dos diversos castelos do país – o castelo de Bratislava é a principal atração do país.

Continua depois da publicidade

A praça principal Hlayné Námestie, é um passeio gratuito que vale a pena, tal como conhecer a igreja Kostol Svätel Alžbety.

Aqui, mesmo utilizando o euro como moeda, os gastos diários acabam saindo mais barato que os outros países, com uma média de 56 euros por dia:

Acomodação: 35 euros
Almoço: 10 euros
Transporte público – passe diário: 4,50 euros
Principal atração – Castelo de Bratislava: 6 euros

Continua depois da publicidade

Hungria
O país ainda não tem o reconhecimento turístico que merece, embora a capital, Budapeste, tenha tantas atrações quanto Praga. A cidade medieval de Györ, situada no encontro dos rios Mosoni, Raba e Danúbio, é um dos destaques do país, tal como Eger, a cidade das vinícolas, e Pécs, o centro histórico que já foi dominado por celtas, romanos e turcos na antiguidade.

Morro do Castelo, Budavári Palota e as pontes Széchhenyi Lánchíd são apenas alguns dos passeios gratuitos que podem ser feitos no país.

A moeda é o florim húngaro (ft), equivalente a 0,003 dólares ou euros, o que culmina numa média de gastos diários de 67 euros. Os principais gastos são:

Acomodação: 16.000ft/52 euros
Almoço: 2.300ft/7 euros
Transporte público – passe diário: 1.650ft/5,32 euros
Principal atração – Bastião dos Pescadores: 700ft/ 2,26 euros

Romênia
A região mais famosa do país é Transilvânia, onde se localiza o Castelo do Conde Drácula. A região medieval de Brasov guarda diversos tesouros da Idade Média, como a cidadela de Sighisoara e os vilarejos de Biertan e Viscri. Outro local histórico do país é Timisoara, onde aconteceram as primeiras manifestações contra Nicolae Ceausescu, antigo ditador.

É possível circular pelo Palácio do Parlamento, conhecer a Piata Revolutiei e caminhar por Lipscani, onde a cidade foi fundada – todos passeios gratuitos.

O país é um dos destinos mais baratos: a moeda, Leu – Lei, no plural – é equivalente a 0,22 euros e a média de gastos diários na capital, Bucareste, é de 45 euros.

Acomodação: 150 lei/34 euros
Almoço: 30 lei/ 7 euros
Transporte público – Passe diário: 8 lei/ 1,80 euros
Principal atração – Museu da Aldeia: 10 lei/2,25 euros

Bulgária
O país é um destino que agrada qualquer tipo de turista, por possuir paisagens que vão das praias às montanhas. A capital, Sófia, conta com parques e muitas igrejas ortodoxas, enquanto o norte já se diferencia pelas planícies do Rio Danúbio.

Outros lugares que valem a pena ser conhecidos é a cidade balneária de Varna, ao leste, no Mar Negro, e Veliko Tarnovo, antiga capital do Segundo Império Búlgaro.

A moeda utilizada é Lev – e um euro é equivalente a 1,95 Leva. Os gastos diários são de, em média, 58 euros.

Acomodação: 80 leva/41 euros
Almoço: 15 leva/ 8 euros
Transporte público – 10 unidades: 8 leva/ 4 euros
Principal atração – Museu Nacional de História: 10 leva/5,11 euros

Leia também

Você investe pelo banco? Curso gratuito mostra como até dobrar o retorno de suas aplicações

Descubra qual é a aplicação financeira de risco baixo mais rentável

Milhões de brasileiros investem errado em previdência; é o seu caso?

Imóvel é sempre bom negócio? Teste mostra que alugar é melhor

Seu carro facilmente lhe custa R$ 2.500 por mês. Duvida?

Qual é o melhor CDB: pré, pós ou indexado à inflação? Planilha mostra

Planeja investir no Tesouro Direto? Ebook gratuito mostra o caminho

Quer saber se você está investindo bem? Faça uma simulação

Quanto custa realizar cada um de seus sonhos? Descubra