Dólar alto muda ranking de cidades mais caras para estrangeiro alugar imóvel

Com perda de valor de suas moedas, países como o Brasil, México e Inglaterra perderam posições na lista

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SÃO PAULO – Variações cambiais causadas pela crise provocaram mudanças no ranking das cidades mais caras para um estrangeiro alugar um imóvel.

A lista, medida pela consultoria de recursos humanos Mercer, tem como base a cidade de Nova York (EUA), com pontuação 100. Por isso, a tabela é baseada em comparações de custos usando o dólar norte-americano como referência, o que significa que as taxas de câmbio influenciam nas posições do ranking.

“Os mercados de moradia estão em queda desde 2008 e fortes variações no câmbio, nos últimos meses, também tiveram importante impacto no custo comparativo de moradia para estrangeiros”, afirmou a consultora sênior e gerente de pesquisas da Mercer, Marie-Laurence Sépède.

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“O valor do euro caiu por volta de 12%, em relação ao dólar americano, desde setembro do ano passado, enquanto o zloty polonês, o dólar australiano, o real brasileiro, o peso mexicano e a libra britânica perderam mais de 30% no mesmo período”, completou.

Cada região

Moscou é considerada a cidade mais cara em preços de aluguéis de imóveis, tanto globalmente quanto em seu continente. Ainda na Europa, Genebra é a segunda que aparece na lista, sendo a 7ª colocada, e Londres é a terceira, na 9ª posição, apesar do valor estar em queda na cidade britânica, devido ao aumento da oferta.

No Oriente Médio, o destaque de preços ficou com Dubai (Emirados Árabes), no 12º lugar. A moeda local está atrelada ao dólar norte-americano e o mercado imobiliário, embora enfrente dificuldades, ainda não experimentou queda de preços. A expectativa é de que isso venha a ocorrer nos próximos meses, com a intensificação do impacto da crise na região.

A Ásia domina o topo da lista, com seis das 10 cidades mais caras para se alugar um imóvel. O destaque fica com Tóquio (Japão), que ocupa a segunda posição, seguida por Hong Kong (Hong Kong). Outras cidades da região têm experimentado notáveis mudanças, devido às moedas atreladas ao dólar, preços de aluguéis cotados em dólar ou superabundância de acomodações.

Nas Américas, Caracas (Venezuela) é a cidade que aparece primeiro, dentre as mais caras, na 18ª posição. No Brasil, São Paulo aparece na 27ª e Rio de Janeiro, na 35ª.

“Nos meses recentes, muito da movimentação no ranking pode ser atribuído às variações de câmbio. Olhando à frente, nossa expectativa é ver um declínio generalizado nos preços dos aluguéis, em função da desaceleração da economia”, disse a consultora sênior da Mercer.