De quem é a culpa: pesquisas revelam, segundo população mundial, culpados pela crise

Bancos e instituições de crédito aparecem, de uma forma ou de outra, no topo da lista dos culpados

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SÃO PAULO – Crise de crédito, volatilidade das bolsas, incertezas mundiais… diante de tantas dúvidas, é comum que as pessoas comecem a buscar culpados, principalmente para tentar entender o que está acontecendo.

Pesquisa da Harris Interactive, com pouco mais de 2.100 norte-americanos, mostra que 76% dos entrevistados consideram que os bancos e as instituições de crédito que forneceram empréstimos imobiliários para pessoas que não tinham condições de honrar com o compromisso são os principais responsáveis pela crise atual.

Além disso, 58% dos participantes citaram os próprios tomadores de empréstimo, que, mesmo sem condições de arcar com as prestações, entraram no financiamento.

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Em enquete realizada pelo portal InfoMoney, com mais de 4.800 internautas, diante da pergunta: “Qual o principal fator por trás da atual crise financeira?”, cerca de 30% dos usuários apontaram “excesso de ganância de bancos e corretoras” e 28% selecionaram “excesso de alavancagem dos mercados”.

A culpa é de quem?

Levantamento do Financial Times, conduzido também pela Harris Interactive, ouviu a opinião de 6.276 adultos na França, Alemanha, Grã-Bretanha, Espanha e Estados Unidos.

A tabela abaixo mostra, na opinião da população mundial, os principais culpados pela crise:

País Principal culpado
Brasil Excesso de ganância de bancos e corretoras
Grã-Bretanha Bancos Centrais
França Bancos comerciais e de investimentos
Itália Bancos comerciais e de Investimentos
Espanha Bancos comerciais e de investimentos
Alemanha Bancos comerciais e de Investimentos
Estados Unidos Bancos e instituições de crédito

Fontes: The Harris Poll / Financial Times-Harris Poll / Enquete InfoMoney

Impacto no bolso

Insegurança com relação ao próprio dinheiro é um dos principais pontos apontados pelas pessoas do mundo inteiro como conseqüência da crise financeira. Na Europa e nos EUA, o sentimento é apontado pela maioria dos entrevistados, quando questionados sobre como se sentem com relação à instituição responsável por seus investimentos e poupança.

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No Brasil, de acordo com pesquisa realizada pelo Ibope, encomendada pela agência de publicidade 141 Soho Square, a volta da inflação é o maior medo, em relação à crise, de 35% dos entrevistados.

Em seguida, com 30% das respostas, vem o temor quanto ao aumento do preço dos alimentos. Desemprego e dificuldade de honrar compromissos financeiros também aparecem na lista de preocupações.