Mesmo com agenda fraca, mercados poderão se agitar com noticiário europeu

Bolsas podem apontar instabilidade com renúncia do presidente da Alemanha e prosseguimento do impasse na Grécia

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SÃO PAULO – Com uma agenda de indicadores mais tranquila que na véspera, os mercados devem operar menos voláteis nesta sexta-feira (17).

Nos Estados Unidos, será revelado o CPI (Consumer Price Index), índice de preços ao consumidor e o Leading Indicators, relatório que compreende vários índices já divulgados, como os pedidos de auxílio-desemprego, o custo de mão de obra e as permissões para construção e as permissões para construção.

“Os dados dos EUA devem continuar apontando melhoras e parece que foram feitos progressos nas negociações depois que os oficiais gregos, em vários Estados membros da Zona do Euro, discutiram abertamente a saída da Grécia do bloco. Em geral, estes fatores devem apoiar o sentimento de risco”, diz Flemming J. Nielsen, analista-chefe do Danske Bank.

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Nesta manhã, saíram os dados de vendas no varejo do Reino Unido, que aumentaram 0,9% em janeiro na comparação com dezembro e 2% na comparação com janeiro do ano passado, superando as expectativas do mercado.

Já na Grécia, o segundo pacote de resgate ao país já é ajustado em Bruxelas para acomodar uma maior dificuldade do país em regressar a níveis econoômicos sustentáveis até 2020. O aval do empréstimo deve sair na reunião da próxima segunda-feira. Assim, as principais bolsas europeias operam em alta, com destaque para a de Londres (+0,30%), de Paris (+0,95%) e de Frankfurt (+0,81%).

“Por outro lado, com as incertezas relacionadas à Grécia, que já decepcionou outras vezes, há de se tomar certa precaução hoje – especialmente os investidores brasileiros, que estarão longe das telas de negócios para aproveitar o carnaval nos próximos dias”, pondera a diretora da AGK Corretora de Câmbio, Miriam Tavares.

Mais poréns
No entanto, o apetite ao risco pode ser colocado em xeque pela renúncia do presidente da Alemanha, Christian Wulff, anunciada nesta data.

“Abro caminho para um sucessor, para que a Alemanha tenha um presidente que goze de uma imensa maioria dos cidadãos”, foi com estas palavras que ele anunciou sua demissão, que sucede um escândalo de corrupção e tráfico de influências. Será a primeira vez na história da Alemanha que um presidente será formalmente investigado pela Justiça.

Deste modo, a chanceler alemã, Angela Merkel, anulou a visita que tinha prevista a Roma também nesta sexta-feira, onde se econtraria com o primeiro-ministro italiano, Mario Monti. Merkel fará um pronunciamento ainda nesta manhã.