Resumo Diário

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Operando em forte alta durante todo o pregão, o Ibovespa fechou esta quinta-feira (27) em forte alta de 3,72%, aos 59.270 pontos, sua maior pontuação desde 26 de julho, quando terminou o dia em 59.339 pontos.  O movimento reflete a recuperação do otimismo dos investidores, por conta das boas referências europeias e norte-americanas, o que colaborou para uma forte alta nas bolsas internacionais. O giro financeiro foi de R$ 10,112 bilhões, bastante acima da média dos últimos pregões.

O bom humor retornou ao mercado após o anúncio do plano aprovado na reunião entre líderes da Zona do Euro, em Bruxelas, realizada na véspera. O plano se divide em três frentes: a ampliação do EFSF em € 1 trilhão, a recapitalização dos bancos, que deverão arrecadar € 106 bilhões e participação de credores privados na reestruturação da dívida grega, com um “perdão” de 50% dos papéis do país nas mãos de investidores privados – totalizando € 100 bilhões.

No front interno, o destaque ficou com a divulgação da a ata do Copom, revelando uma maior preocupação com o cenário externo e com a manutenção da inflação do centro da meta.

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Resultados
A temporada de resultados continua a chamar a atenção dos investidores, com a divulgação de números relevantes por partes de empresas que compõem o Ibovespa. Na véspera, foi a vez da Vale de anunciar seus resultados corporativos no trimestre, mostrando lucro líquido de R$ 7,893 bilhões no terceiro trimestre, 25,2% menor do que o divulgado no mesmo período do ano passado. As ações da companhia fecharam em alta, porém menores que a do Ibovespa.

Ainda na véspera, Natura e Redecard anunciaram seus resultados, com avanços de 5,2% e 6% em seus lucros líquidos frente ao mesmo período de 2010, respectivamente. Por sua vez o Santander anunciou alta de 6,9% nessa mesma linha na mesma base de comparação, na manhã desta quinta-feira. No término dessa sessão o investidor deverá ver a divulgação dos resultados de Brasil Foods, Grupo Oi, CSN, Lojas Renner e Hering.

Destaques de ações
As ações da MMX Mineração registraram o maior avanço diário, ao subir 11,05%, alcançando a cotação de R$ 7,94. Ações de petrolíferas também registraram boa sessão, com as ações preferenciais da Petrobras, que possuem uma das maiores participações na composição da carteira teórica do Ibovespa, registrando alta de 4,28% aos R$ 20,94.

Já na ponta negativa da bolsa, destaque para os papéis da Natura, que recuaram 3,96% aos R$ 33,20, mostrando que o seu resultado no trimestre não foi bem recebido pelo mercado. 

Agenda
Por aqui,o investidor acompanhou a divulgação da confiança do consumidor medido pela Fundação Getulio Vargas, mostrando leve alta no mês, atingindo os 115,2 pontos em outubro. Já a pesquisa mensal do emprego mostrou que a taxa de desemprego alcançou 6% em setembro, a menor taxa para essa época do ano desde 2002. 

Já na agenda norte-americana, o destaque ficou por conta da divulgação do PIB norte-americano do 3T11 também animaram os mercados. Os números registraram avanço de 2,5%, acima das expectativas do mercado, que sugeriam uma expansão de 2,3%. Ainda por lá, o investidor viu a divulgação do Initial Claims, registrando um total de 402 mil novos pedidos na passagem semanal, em linha com a expectativa do mercado, enquanto o Pending Home Sales que apresentou queda maior que a prevista no número de contratos de compra e venda de casas em setembro.

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Dólar
Em dia de forte otimismo no mercado, o dólar comercial fechou esta quinta-feira com forte queda de 2,93% – a maior desvalorização diária desde 23 de setembro deste ano – cotado na venda a R$ 1,709, seu menor patamar desde 15 de setembro, quando terminou o dia valendo R$ 1,7085. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 9,17% em outubro, frente à alta de 18,11% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 2,57%.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,39%, 0,06 ponto percentual acima do fechamento de quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,59% em relação ao fechamento anterior, a 132,15% do valor de face.

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Já o indicador de risco-País fechou em queda de 23 pontos-base, aos 197 pontos.