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SÃO PAULO – A companhia elétrica Eletrobras (ELET3; ELET6) conseguiu registrar entre abril e junho deste ano o maior lucro da história para empresas de capital aberto em segundos trimestres, segundo levantamento feito pela consultoria Economatica, que iniciou a base de dados em 1986.
A empresa encerrou o período com lucro de R$ 12,72 bilhões, superando assim o recorde anterior, que era da Petrobras, com um lucro de R$ 10,94 bilhões no segundo trimestre de 2011. Em terceiro lugar agora fica a vale, que também em 2011 conseguiu lucrar R$ 10,28 bilhões entre abril e junho.
A estatal elétrica reverteu o prejuízo líquido de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre de 2015, enquanto sua receita no período foi de R$ 33 bilhões, superando em quatro vezes a marca do ano anterior. O demonstrativo veio acima das expectativas do mercado, o que pode ser explicado sobretudo pela compensação de ativos de transmissão.
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Nesta terça, os papéis ELET6 fecharam em alta de 1,43%, cotados a R$ 25,46. De janeiro para cá, os ganhos são de 144%, enquanto, levando-se em consideração a mínima obtida em 26 de janeiro (R$ 8,16), as ações da estatal acumulam alta de 312%.
O balanço também deu uma nova oportunidade para o mercado entender o foco de Wilson Ferreira Júnior, que assumiu a presidência da Eletrobras há menos de um mês. Na teleconferência realizada com investidores e analistas do mercado, o executivo e sua equipe defenderam que a companhia está pagando suas dívidas com geração de caixa, sem captar recursos no mercado.
“Estamos alavancados e temos que enfrentar isso”, afirmou Ferreira na transmissão. Segundo o diretor de Relações com Investidores da empresa, Armando Casado, o atual endividamento está avaliado em R$ 45 bilhões. Segundo o presidente da estatal, o foco agora é na eficiência e melhora da governança.
Ele também disse que a companhia terá como prioridades operacionais as atividades de geração e transmissão. “Estatais têm dificuldades de operar distribuidoras”, afirmou Ferreira. Ao mercado, ele salientou que a companhia tem plano para a recuperação das distribuidoras.