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SÃO PAULO – O corte de rating do Brasil pela Standard & Poor’s nesta quarta-feira (9) colocou o País em um seleto grupo das nações que estão no primeiro nível sem o “grau de investimento”, ou seja, são consideradas com “grau especulativo”. Com nota “BB+” estão apenas 7 países, incluindo agora o Brasil.
No grupo estão incluídos: Rússia, Hungria, Turquia, Bulgária, Indonésia e Polinésia Francesa. Com isso, o Brasil perde o grau de investimento conquistado em 2008 e volta a ficar abaixo de países como Azerbaijão, Marrocos, Andorra, Bahamas, África do Sul e Romênia.
Com a perspectiva negativa, o País pode ser cortado novamente, o que colocaria nota “BB”, em um grupo que inclui Bolívia, Costa Rica, Portugal, Croácia, Paraguai e Guatemala. Em relatório, a S&P colocou uma chance de cerca de 30% de um rebaixamento adicional devido a uma maior deterioração da posição fiscal do Brasil.
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“Os desafios políticos do Brasil continuam a aumentar, pesando sobre a capacidade e a vontade do governo em apresentar um orçamento para 2016 ao Congresso coerente com a correção política significativa sinalizada durante a primeira parte do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff”, diz a agência.
A S&P vê uma contração da economia em 2,5% este ano e 0,5% em 2016. Para 2017 a expectativa é de um crescimento modesto. Além disso, a agência espera um déficit primário em torno de 8% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano e no próximo, para só em 2017 recuar para 5,9%. Porém, o relatório ressalta que a S&P não inclui em seu cenário base um impeachment da presidente.