Publicidade
SÃO PAULO – Em tempos de forte retração na demanda agregada, os preços dos imóveis residenciais no Japão amargaram queda de 3,2% no decorrer do ano passado, o que equivale ao maior declínio desde 1984.
Já os preços médios das propriedades comerciais revelaram recuo ainda mais intenso, ao caírem 4,7% – patamar mais baixo dos últimos três anos. No conjunto de todos imóveis existentes, a queda revelada foi de 3,5%.
Efeito dominó
Dentre as regiões, a que apresentou o maior recuo pormenorizado foi a de Nagoya, dado que foi responsável por nove das dez maiores quedas no país. Cabe ressaltar que o distrito caracteriza-se como terra natal da Toyota e de suas fornecedoras, o que explica parcialmente tamanho declínio nos preços.
Continua depois da publicidade
Por fim, como uma das possíveis justificativas para o recuo, cabe ressaltar que os quatro maiores financiadores de imóveis do Japão – Mizuho, Sumitomo Mitsui, Mitsubishi UFJ e Resona Holdins – cortaram os empréstimos ao setor em ¥ 770 bilhões desde setembro último, como decorrência do congelamento de crédito vigente.