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O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), voltou a criticar o plano de segurança pública promovido no estado por Tarcísio de Freitas.
Durante evento em Ourinhos, no interior do estado, Haddad classificou o programa Muralha Paulista, que mescla ferramentas de Inteligência Artificial e tecnologias de monitoramento, como uma “fraude” promovida pelo atual governador.
“Nós vamos ter que modernizar o estado e, infelizmente, nesses quatro anos, [São Paulo] não adquiriu nenhuma tecnologia de ponta. Então, o Muralha Paulista é uma fraude”, destacou.
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No dia 10, Haddad já havia classificado o programa de Tarcísio como sendo somente “o nome de um portal” que não apresentava resultados concretos. “O Muralha Paulista está praticamente sem resultado para apresentar. Ficou um nome no portal, mas atrás do nome não tem um contrato, não tem efetivo, não tem tecnologia contratada, não tem nada”, acrescentou à época.
As críticas ao suposto uso errôneo da tecnologia por Tarcísio corroboram com o plano para segurança pública apresentado por Haddad em 19 de agosto.
No texto, a campanha destaca entre as propostas para a área a das forças de segurança e aumento do uso de inteligência artificial, no intuito de cruzar informações sobre ocorrências e diferentes dados capturados.
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O candidato também falou, em eventos anteriores, sobre a necessidade de modernizar o monitoramento paulista.
Na agenda, o petista também complementou abordando a necessidade de uma cooperação federativa no combate ao crime organizado. “Sem o uso da cooperação federativa, sem o uso de IA, nós vamos perder para o crime organizado, que está usando a Inteligência Artificial contra nós, inclusive nos crimes digitais”, complementou.
Em nota, a gestão Tarcísio de Freitas afirma que “Desde 2023, foram investidos mais de R$ 1,7 bilhão em inteligência policial, ferramentas de investigação, integração de bases de dados, tecnologia e operações conjuntas”.
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O governo do estado também afirma que o Muralha Paulista reúne 125,5 mil sensores e alcança 613 municípios, dos quais 231 estão totalmente integrados. A rede cobre 97% da população paulista. Com uso de inteligência artificial para reconhecimento facial e leitura de placas, o sistema já auxiliou na captura de mais de 15 mil pessoas.
