Meta lança novo modelo de IA e passa a cobrar pelo serviço

Pela primeira vez, a empresa vai oferecer uma versão paga do serviço, rompendo com sua filosofia de longa data de disponibilizar sua IA de graça

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Logo da Meta no Meta Lab, em Los Angeles, Califórnia, nos Estados Unidos, em 20 de maio de 2026. REUTERS/Daniel Cole/Foto de arquivo
Logo da Meta no Meta Lab, em Los Angeles, Califórnia, nos Estados Unidos, em 20 de maio de 2026. REUTERS/Daniel Cole/Foto de arquivo

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SAN FRANCISCO — A Meta lançou nesta quinta-feira (9) uma nova versão de seu principal modelo de inteligência artificial, o Muse Spark, em uma tentativa de reduzir a distância em relação às rivais na corrida global pelo desenvolvimento dessa tecnologia.

Pela primeira vez, a empresa vai oferecer uma versão paga do serviço, em uma mudança em relação à sua filosofia de longo prazo de disponibilizar sua IA gratuitamente. O produto pago abre uma nova frente de receita para a Meta, que planeja gastar dezenas de bilhões de dólares com inteligência artificial neste ano.

O novo modelo é melhor em programação do que a versão anterior da tecnologia, lançada pela empresa em abril. Em testes que medem escrita, raciocínio, programação e outras tarefas, o Muse Spark apresentou desempenho igual ou próximo ao dos principais modelos de Anthropic, OpenAI, Google e xAI, segundo dados divulgados pela própria companhia.

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A Meta também afirmou que seu produto será mais barato do que outros modelos líderes do mercado. Segundo a empresa, o Muse Spark custa aos clientes cerca de um quarto do valor cobrado pelo principal modelo da Anthropic, o Fable.

O Muse Spark é o primeiro modelo de IA desenvolvido pela Meta Superintelligence Labs, divisão de inteligência artificial da empresa que o CEO Mark Zuckerberg reformulou no ano passado. Além de gastar bilhões para contratar novos pesquisadores de IA capazes de desenvolver modelos como o Muse Spark, Zuckerberg prometeu investir US$ 600 bilhões na construção de novos data centers nos próximos anos.

A nova divisão de IA é liderada por Alexandr Wang, diretor de IA da Meta, de 29 anos, e ex-CEO da startup ScaleAI. Na terça-feira, a Meta lançou seu primeiro gerador de imagens desenvolvido sob o comando de Wang, chamado Muse Image. A empresa também planeja lançar, nos próximos meses, um gerador de vídeo chamado Muse Video e um modelo de IA ainda mais poderoso, conhecido internamente como Watermelon.

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A Meta enfrenta forte concorrência na corrida da IA por parte de outras gigantes de tecnologia. A xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, lançou um novo modelo na quarta-feira, enquanto a OpenAI apresentou seu modelo mais recente nesta quinta.

Zuckerberg promoveu o novo modelo da Meta no X nesta quinta-feira, descrevendo-o como o “mais forte em desempenho de agentes, uso de ferramentas e uso de computador”.

“Tem mais por vir em breve”, acrescentou.

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c.2026 The New York Times Company