Allos e mais quatro: as ações de dividendos mais indicadas para investir em abril

Compilado com as carteiras das principais corretoras do País ainda tem duas elétricas entre as mais indicadas para renda passiva

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A Bolsa brasileira sofreu em março sua primeira queda em sete meses, após o início da guerra entre Estados Unidos e Irã. Para abril, a previsão é de mais volatilidade no mercado financeiro. Nesse cenário, as ações de empresas pagadoras de dividendos se destacam pela solidez e previsibilidade.

Para abril, Allos (ALOS3) e Petrobras (PETR4) são as principais escolhas para as carteiras de renda passiva. É o que mostra compilado do InfoMoney com as carteiras de dividendos das principais corretoras do País. 

A lista das mais indicadas ainda tem as duas empresas de energia elétrica e um banco. Confira: 

AçãoNº de recomendaçõesDividend Yield em 12 meses
Allos (ALOS3)611,42%
Petrobras (PETR4)68,74%
Axia (AXIA3)511,14%
Bradesco (BBDC4)49,70%
Copel (CPLE6)412,85%
Fontes: Ágora Investimentos, Santander, XP Investimentos, Ativa Investimentos, Terra Investimentos, BTG Pactual, Planner Corretora, Itaú BBA, BB Investimentos e Economatica

Allos (ALOS3)

A tese de investimento no papel está ancorada na nova política de dividendos da companhia, que tem pagamentos mensais de R$ 0,28 a R$ 0,30 por ação, o que gera um dividend yield de 11%, “reposicionando o papel como um ativo de renda”, destaca a Ágora Investimentos. A corretora lembra que a política é sustentável até 2028, apoiada por R$ 2,1 bilhões em reservas, alavancagem “controlada” e “disciplina de capex” (investimentos). 

Petrobras (PETR4)

A empresa consegue manter dividendos “relevantes”, com expectativa de retorno atrativo aos acionistas graças ao baixo custo de extração, que sustenta margens “elevadas” e “forte” geração de caixa, destaca a Terra Investimentos. “PETR4 segue como destaque no setor energético, combinando valuation atrativo, geração de caixa e potencial de valorização no médio e longo prazo”, diz relatório da casa.

Axia (AXIA3)

O Santander diz que a Axia se tornou uma das preferidas do banco no setor elétrico depois da conclusão do processo de privatização, “uma vez que agora vemos oportunidades para a nova gestão reduzir o PMSO (custos com Pessoal, Material, Serviços de Terceiros e Outros) em mais de 50% para suas principais subsidiárias e simplificar a complexa estrutura da holding”. Após alta de 89% em 2025, o Santander diz que o valuation é “razoável”, justificado pela nova dinâmica de preços da energia elétrica e “bom momentum” da companhia. 

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Bradesco (BBDC4) 

Para o BTG Pactual, o Bradesco encerrou 2025 em condição “claramente melhor que no início do ano”. A empresa vem seguindo trajetória de recuperação de resultados, em linha com o que a administração vem sinalizando, o que “deve ser visto de forma positiva”, segundo o BTG.

Copel (CPLE6)

O Santander classifica a companhia como “uma combinação atrativa de valuation descontado, ativos de alta qualidade, baixo perfil de risco e fluxo de dividendos previsível”. Em dezembro, a Copel concluiu o processo de migração para o Novo Mercado da B3, o que o Santander vê como positivo, já que isto deve aumentar a liquidez do papel e a governança corporativa, além de atrair ainda mais fluxo estrangeiro. 

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Leonardo Guimarães
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