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SÃO PAULO, 6 Jan (Reuters) – As exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 5,324 milhões de toneladas em 2025, alta 0,6% em relação ao total exportado em 2024, estabelecendo novo recorde para o setor em ano marcado pelo primeiro caso de gripe aviária em granja comercial do país, apontou nesta terça-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
O resultado foi consolidado pelos embarques realizados durante o mês de dezembro, que somaram 510,8 mil toneladas de carne de frango, avanço de 13,9% na comparação anual, disse a ABPA.
‘O ano foi marcado pela resiliência do setor e pela superação de um dos maiores desafios da história da avicultura nacional, com o registro de um foco, já superado, de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em aves comerciais’, afirmou o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota.

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Os resultados, ainda que um pouco abaixo das projeções anteriores ao foco de aviária no Rio Grande do Sul (em maio), foram obtidos após o país conseguir controlar a doença sem registrar novos surtos em granjas comerciais, o que permitiu a retomada de mercados que impuseram embargos sanitários com alguma celeridade.
A receita total das exportações de 2025 alcançou US$9,790 bilhões, queda de 1,4% em relação ao registrado em 2024, apontou a ABPA.
Principal destino das exportações de carne de frango em 2025, os Emirados Árabes Unidos importaram 479,9 mil toneladas (+5,5% em relação a 2024), seguidos pelo Japão, com 402,9 mil toneladas (-0,9%), Arábia Saudita, com 397,2 mil toneladas (+7,1%), África do Sul, com 336 mil toneladas (+3,3%), e Filipinas, com 264,2 mil toneladas (+12,5%).
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A China, que embargou a carne de frango do Brasil em boa parte do ano, por conta do foco de gripe aviária, perdeu posição de liderança entre os principais destinos. O embargo chinês já foi removido.
‘O restabelecimento total dos embarques após os impactos da Influenza Aviária já sinaliza positivamente nos números das exportações. É o caso dos embarques para a União Europeia, que registraram alta de 52% nos volumes exportados em dezembro, e da China, que, em um curto período, já importou 21,2 mil toneladas’, disse Santin.
Ele ressaltou que esses são indicadores que projetam ‘manutenção do cenário positivo para o ano de 2026’.
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