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A recomendação para as ações da Ultrapar (UGPA3) foi rebaixada pelo Itaú BBA de compra para neutra, segundo relatório publicado nesta terça-feira (2). Apesar do downgrade, o BBA aumentou o preço alvo do papel de R$ 29 para R$ 31.
Como consequência, as ações da companhia caíam cerca de 3%, por volta das 13h, cotadas a R$ 27,29. No ano, o papel sobe 4,4%, mas, em doze meses, salta 100%.
As mudanças na análise refletem os resultados divulgados no quarto trimestre de 2023, considerando também as projeções (guidance, em inglês) apresentadas pela companhia.

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Os níveis de margem estruturalmente mais elevados para Ipiranga também foram incorporados no modelo, acrescentou a análise.
Dessa forma, o preço para o papel foi elevado pelo BBA e a Ultrapar segue como um nome de alta qualidade para o banco.
Ultrapar (UGPA3)
A análise reforça que o processo de recuperação da Ipiranga foi bem sucedido, os resultados da Ultragaz foram aumentados e a Ultracargo apresenta estratégia bem projetada de expansão.
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A visão construtiva para a companhia foi confirmada pela alta de 126% nos papéis desde a retomada de cobertura, de acordo com o BBA. Nesse cenário, havia confiança que 2023 poderia marcar uma “virada na história de investimentos da Ultrapar”.
“Estamos confiantes de que a Ultrapar está apenas no início de uma trajetória de transformação no portfólio da holding, que é resultado de uma estratégia ativa e focada de alocação de capital que teve como marco a recém-anunciada aquisição da Hidrovias“, afirma o BBA.
Apesar disso, a análise considera que a valorização para a ação é limitada. O papel é negociado a 6 vezes o valor da empresa sobre o resultado operacional (EV/Ebitda, na sigla em inglês) e avaliado em 12,9 vezes o preço sobre o lucro (P/L) para 2024.
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Por essa razão, a recomendação foi rebaixada de compra para neutro, justificou o BBA.
