Fazenda detalha medidas para amparar investidor em caso de prejuízo por fraude em companhias abertas

PL proposto em junho tramita na Câmara dos Deputados com pedido de urgência

Paulo Alves

Publicidade

A Secretaria de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda detalhou nesta quarta-feira (9) as medidas que compõem o Projeto de Lei 2925/2023, que visa criar novos mecanismos para amparar investidores contra prejuízos causados por atos ilícitos de acionistas controladores e administradores de companhias abertas.

O PL facilita o acesso de investidores à Justiça, aumenta a possibilidade de responsabilização de administradores e reforça os poderes de investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com objetivo de tornar o mercado de capitais brasileiro mais eficiente e transparente.

Segundo a pasta, as ferramentas disponíveis atualmente para o Poder Público supervisionar companhias abertas não são suficientes para lidar com a responsabilidade civil de controladores e administradores de sociedades anônimas, desestimulando investimentos.

Continua depois da publicidade

Uma das propostas é viabilizar o acesso de acionistas minoritários, debenturistas, cotistas de fundos e outros investidores a ações individuais ou coletivas — neste último caso, ampliando a publicidade de procedimentos arbitrais de direito societário que tenham caráter coletivo, permitindo o ingresso de mais investidores que podem ser prejudicados por uma decisão a favor das empresas.

O Projeto também busca acabar com a exoneração de responsabilidade automática após aprovação das demonstrações financeiras anuais. Pela proposição, a exoneração de responsabilidade da administração só valerá para os fatos deliberados de forma específica em Assembleia Geral.

Apresentado em junho, o PL tramita na Câmara do Deputados com pedido de urgência protocolado no final de julho. Parlamentares têm ainda cerca de um mês para analisar o pedido.

Paulo Alves

Editor de Criptomoedas