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Ibovespa Futuro sobe no retorno do feriado, com investidores de olho na trajetória dos juros no Brasil e nos EUA

Inflação mais baixa no Brasil e dúvidas sobre recuperação econômica na China são destaques

Felipe Moreira

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O Ibovespa Futuro opera com alta nos primeiros negócios desta sexta-feira (9), na volta do feriado de Corpus Christi, com investidores montando posições antes de uma semana decisiva sobre os rumos do juros nos Estados Unidos e no Brasil.

A discussão sobre a trajetória da política monetária pelo Banco Central do Brasil permanece no radar, após dados de inflação na quarta-feira reforçarem apostas de que a data de início de cortes da Selic pode ser antecipada.

Às 9h20 (horário de Brasília), o índice futuro com vencimento em junho operava com alta de 0,79%, a 116.955 pontos.

Ontem, com os mercados locais fechados, a referência foi o Dow Jones Brazil Titans 20 ADR, que terminou com alta de 0,81%.

Em Wall Street, hoje, os índices futuros de NY operam mistos, com investidores se preparando para a próxima decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), prevista para 14 de junho.

As apostas de uma pausa nos aumentos dos juros americanos ganharam ainda mais força depois que os pedidos de auxílio-desemprego divulgados na véspera (8) subiram mais do que o esperado, atingindo o nível mais alto desde outubro de 2021, sinalizando uma possível desaceleração do mercado de trabalho após mais de um ano de aperto monetário.

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Agentes do mercado apontam 73% de chances de o Fed deixar a taxa básica de juros inalterada em 14 de junho, na faixa de 5%-5,25%, dando uma pausa do mais agressivo ciclo de aperto monetário desde a década de 1980.

Nesta manhã, Dow Jones Futuro caía 0,18%, S&P Futuro tinha desvalorização de 0,02% e Nasdaq Futuro operava com alta de 0,10%.

Dólar

O dólar comercial operava com baixa de 0,14%, cotado a R$ 4,916 na compra e R$ 4,917 na venda, após o dólar à vista interromper uma série de quatro sessões de baixa. Já o dólar futuro para julho caia 0,24%, equivalente a R$ 4,940.

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No mercado de juros, os contratos futuros operam em baixa ao longo de toda curva de juros. O DIF24 (janeiro para 2024) opera com baixa de 0,01 pp, a 13,07%; DIF25, -0,03 pp, a 11,21%; DIF26, -0,05 pp, a 10,57%; DIF27, -0,04 pp, a 10,60%; DIF28, -0,04 pp, a 10,74%; DIF29 -0,03 pp, a 10,90%.

Exterior

Os mercados europeus operam sem direção definida no final de uma semana instável com sentimento global incerto.

O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,02% no início das negociações, com setores dividos por pequenos ganhos e perdas. Os serviços públicos avançam 0,6%, enquanto os produtos químicos caem 1,8%, após uma declaração de ganhos pessimista da Croda International, que produz cosméticos, produtos farmacêuticos, alimentos, lubrificantes e tintas.

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Ásia

Os mercados asiáticos fecharam com alta, nesta madrugada, após o S&P 500 registrar na véspera nova máxima em 2023 e o Dow Jones encerrar em alta pelo terceiro dia consecutivo.

Os investidores também digeriram o índice de preços ao consumidor da China, que registrou alta de 0,2% em maio e a baixa anual de 4,6% dos preços ao produtor, marcando a queda mais acentuada desde maio de 2016.

Os principais bancos estatais chineses decidiram na quinta-feira reduzir os juros sobre os depósitos em geral, uma medida amplamente vista como um prenúncio de um corte na taxa básica de juros pelo banco central do país.

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As ações do varejo e da indústria impulsionaram o Nikkei 225, do Japão, para uma alta de 1,97% na sexta-feira, liderando os ganhos entre os principais índices da região da Ásia-Pacífico.

Já as cotações do minério de ferro na China subiram forte, repercutindo expectativas de novos estímulos de Pequim para impulsionar a economia.

Os preços do petróleo operam com leve alta na sessão de hoje, devido às preocupações com a demanda e ao ceticismo de que os Estados Unidos e o Irã poderiam fechar um acordo nuclear.