Capacidade de poupança do brasileiro para o 1º trimestre é a maior desde 1997

A captação líquida ficou em R$ 3,6 milhões, enquanto, no mesmo período daquele ano, foram acumulados R$ 4,6 milhões

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SÃO PAULO – A capacidade de poupança do brasileiro foi, no primeiro trimestre, a maior para o período, desde 1997. De janeiro a junho deste ano, a captação líquida (depósitos menos saques) da caderneta ficou em R$ 3,6 milhões, enquanto, no mesmo período daquele ano, foram acumulados R$ 4,6 milhões.

Segundo dados do Banco Central divulgados na última segunda-feira (7), após a cifra atingida há 11 anos, praticamente todos os primeiros trimestres subseqüentes tiveram captação líquida negativa. O pior desempenho veio em 2006, quando o rombo superou os R$ 5,4 milhões. A tendência foi revertida apenas no ano seguinte, quando o saldo ficou positivo em R$ 2,9 milhões.

Por ano

Na tabela abaixo, é possível ver a captação líquida para o primeiro trimestre de 1997 a 2008.

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Capacitação líquida da poupanaça
1º trimestre
Ano Valor (R$)
1997 4.645.027
1998 – 3.862.434
1999 – 64.156
2000 – 2.355.217
2001 – 1.955.773
2002 – 1.553.387
2003 – 4.949.215
2004 – 2.536.470
2005 – 3.150.649
2006 – 5.447.103
2007 2.949.609
2008 3.657.147

Fonte: Banco Central
*SBPE + Rural

Patrimônio e imóvel

Com o resultado de março, o patrimônio líquido do investimento alcançou a marca dos R$ 242,590 bilhões. Pelo menos 65% do dinheiro aplicado nas cadernetas deve ser usado pelos bancos para o financiamento imobiliário, conforme regras do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). Dessa forma, quanto maior o saldo da aplicação, mais recursos estarão disponíveis para a compra de casas e apartamentos.

Segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), as operações contratadas pelos agentes financeiros do SBPE atingiram R$ 1,963 bilhão no segundo mês do ano, o que significa um aumento de 121,8% sobre fevereiro de 2007. Pela na comparação com janeiro, houve alta de 21%.

Rentabilidade

A poupança é remunerada em 0,5% ao mês, mais a variação da TR (taxa referencial) do período. Em janeiro, com medo de que a TR ficasse negativa, o CMN (Conselho Monetário Nacional) definiu que, caso isso acontecesse, a TR seria considerada como zero, garantindo o ganho mínimo mensal da aplicação.